RS tem previsão de frio e mais temporais: 'Não é hora de voltar para casa', diz Leite

Chuvas são esperadas para esta quarta-feira (8), com possíveis impactos até o final de semana. O estado já registra 95 mortes, quatro óbitos estão sob investigação e 131 pessoas permanecem desaparecidas.

Meteorologistas do governo do Rio Grande do Sul alertaram para a previsão de mais temporais e frio no estado a partir desta quarta-feira (8). Espera-se que a chuva afete todas as regiões, acompanhada de descargas elétricas, granizo e ventos de até 100 km/h. Até o momento, o RS contabiliza 95 mortos e mais de 100 desaparecidos devido às enchentes.

O governador Eduardo Leite (PSDB) destacou que há projeção de fortes inundações, especialmente no Vale do Taquari e na Serra, e enfatizou a importância de não retornar às áreas afetadas.

A instabilidade climática que gerou os temporais que assolam o Rio Grande do Sul há mais de uma semana está se movendo em direção ao Sul do estado. A Climatempo alerta para perigo extremo de tempestades nessas regiões.

Com o deslocamento dos ventos contrários à água da Lagoa dos Patos, o escoamento do Guaíba é prejudicado, aumentando o risco de inundações em Porto Alegre. As bacias dos rios Taquari, Caí, Pardo, Jacuí, Gravataí e Sinos contribuem para a retenção das enchentes na capital.

Na quinta-feira (9), a temperatura diminuirá, com mínimas entre 5°C e 11°C no Centro-Sul do estado. A Metade Oeste do Rio Grande do Sul será a mais afetada pelos temporais, segundo a meteorologista Cátia Valente.

Para os próximos dias, há previsão de mais chuvas intensas na Metade Norte do estado, afetando os rios já elevados e causando danos adicionais.

Eduardo Leite detalhou as estratégias do governo para enfrentar os impactos da cheia, incluindo alertas à população, apoio em abrigos públicos e esforços de recuperação dos serviços essenciais.

O governo liberou R$ 200 milhões em recursos emergenciais para auxiliar no combate às cheias. Além disso, efetivos da Força Nacional de Segurança Pública serão enviados ao estado para reforçar a segurança.

Enquanto isso, o lago Guaíba pode levar até 30 dias para retornar ao nível abaixo da cota de inundação. O transporte entre São José do Norte e Rio Grande foi suspenso devido ao aumento do nível da Lagoa dos Patos, isolando a região de Porto Alegre.

A Polícia Federal intensificou as medidas de segurança para evitar crimes durante a calamidade, e o governo federal destinou recursos para a saúde e assistência no Rio Grande do Sul. As distribuidoras de energia elétrica enviarão equipes para ajudar nas áreas afetadas, enquanto o governo federal suspenderá o pagamento da dívida do estado com a União até o final do ano. Além disso, haverá um prazo para que os deputados do Rio Grande do Sul reorientem a aplicação de emendas parlamentares para ações de socorro e reconstrução.



Fonte
G1 Globo


 

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