Ainda Existe Marketing Digital Sem Inteligência Artificial?

 

Especialista explica os principais usos da IA e aponta para um mercado que já não sobrevive sem a tecnologia

São Paulo, agosto de 2023 — Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte, envolvendo 1900 empresas de sete países, o investimento em inteligência artificial para 47% das organizações é de US$ 500 mil a US$ 5 milhões. É um valor expressivo e que tende a aumentar — e uma das áreas que mais devem exigir essa tecnologia é o marketing digital.

Rafael Ataíde, Diretor de Data&Tech da agência full service Adtail, defende que essa não é apenas uma visão do futuro da área, mas uma realidade atual e transformadora. “Percebo há um tempo que a IA está remodelando a forma como as empresas interagem com os consumidores, o que exige a adequação das estratégias de marketing. É uma tecnologia que está possibilitando colocar em prática, de uma maneira relativamente simples, um conceito e estratégia de marketing popularizado lá atrás, na década de 90, chamado de ‘marketing one to one’”, conta.

Essa abordagem foi pensada e divulgada por Martha Rogers em seu livro The One to One Future, lançado em 1993. O foco era personalizar a comunicação e tratar os clientes de maneira única, o que levaria a um relacionamento mais fidelizado e mais lucrativo para os negócios. As estratégias para que isso acontecesse envolviam as possibilidades da época, mas, agora, esse conceito pode ser aplicado em níveis surpreendentemente maiores.

“O mercado do marketing já conhece os benefícios da personalização. Agora, a IA está democratizando e acelerando incrivelmente o processo de ‘como’ colocar em prática essa estratégia, seja ao viabilizar cruzamentos de bancos de dados gigantescos de maneira escalável, ou até propor campanhas inteiras em segundos, com segmentações e sugestões altamente detalhadas”, ressalta Rafael.

Na prática, isso está acontecendo com ferramentas como chatbots, programas de automação de tarefas, algoritmos de recomendação de produtos e personalização de público-alvo, e a capacidade de análise de dados, cada vez mais aprimorada.

“Os meios de criar personalização já são discutidos há anos, mas é a popularização da IA que tornou esse assunto comum em discussões estratégicas. Não há razão para não utilizar uma tecnologia que permite práticas de sucesso, especialmente porque a IA está constantemente se tornando mais sofisticada e eficiente”, ressalta o executivo. “Por exemplo, os chatbots estão conseguindo manter conversas mais naturais e envolventes, e os algoritmos de recomendação conseguem cada vez mais oferecer o que o usuário quer”, completa.

A própria Adtail é um exemplo de utilização permanente da inteligência artificial em suas atividades. O time de Data Intelligence da agência, voltado para análises avançadas de dados, análises preditivas e clusterização de clientes, tudo a partir de machine learning, atua em quase todos os clientes. Vale destacar que a Adtail atende marcas de peso como HP, Vans, Melissa e Intelbras, entre outros.

Daqui para frente, o Diretor de Data&Tech vê a IA como uma tendência que só vai se fortalecer, em especial como inteligência competitiva e através de assistentes virtuais, como Alexa e Siri, que já pavimentaram esse caminho. Também considera que discussões sobre ética precisam crescer, para que as empresas saibam como utilizar a tecnologia de forma transparente e sem comprometer a privacidade do usuário.

“O fato é que não usar IA não pode mais ser uma opção. Ela está intrinsecamente envolvida nos processos do marketing digital. É isso que garante, hoje, os ganhos operacionais que são a base para se destacar neste ambiente omnicanal e em constante transformação em que vivemos”, conclui Rafael.




                                                                                           

Autores
Regina Pimenta

Retirado: Press Manager

Postar um comentário

0 Comentários